Durante a cúpula de inteligência artificial em Nova Délhi, na Índia, a Vale e a Tata Consultancy Services, gigante indiana da tecnologia, firmaram um memorando de entendimentos nesta quinta (19) voltado ao enfrentamento da extrema pobreza. Isso no mesmo dia em que o presidente Lula escalou as críticas às big techs em discurso no evento.
Com o acordo, as companhias passarão a compartilhar experiências, metodologias e tecnologias sociais para a construção de soluções escaláveis para reduzir a pobreza.
A iniciativa integra o programa Juntos Contra a Pobreza, que é articulado pela Vale e reúne empresas, organizações sociais e governos.
“A parceria conecta conhecimentos do Brasil e da Índia, países com experiências relevantes nessa causa fundamental para o futuro do planeta”, diz Gustavo Pimenta, CEO da Vale.
O acordo acontece no contexto da visita do presidente Lula à Índia. Em seu discurso durante a cúpula, o petista disse que o modelo de negócios dessas empresas hoje “depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política”.
Ele também afirmou que poucas companhias controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, e que isso não significa inovação, mas “dominação”.
As gigantes tecnológicas americanas já foram pivô das discussões sobre as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil.
O mandatário brasileiro já criticou várias vezes publicamente o modelo de negócio dessas companhias e sua gestão também é alvo de reclamações pelo projeto do governo que dá mais poderes ao Cade para regular a concorrência no setor.
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