O Conselho de Administração do BRB (Banco de Brasília) convocou para 18 de março uma assembleia extraordinária para os acionistas votarem a proposta de aumento de capital social da instituição. A deliberação depende da aprovação do projeto de lei enviado pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB) para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Na prática, o BRB estabeleceu um prazo de três semanas para os deputados distritais aprovarem o projeto de capitalização do banco após prejuízos com ativos do Banco Master.
A convocação da assembleia foi publicada na última terça-feira (24) em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal. Na pauta, também consta a deliberação sobre a homologação de membros nomeados ao Conselho de Administração.
O governo do Distrito Federal apresentou na tarde de terça uma nova versão do projeto de lei para capitalizar o BRB, prevendo um limite de R$ 6,6 bilhões para operações de crédito com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ou instituições financeiras.
Outra mudança foi a redução de 12 para nove imóveis oferecidos pelo DF, acionista controlador do BRB, no plano. Entre as áreas excluídas da lista, está o parque do Guará –espaço de proteção ambiental. O documento não traz uma estimativa de valor dos bens.
De acordo com o texto, os imóveis podem ser vendidos, transferidos, usados como garantia em empréstimos ou na estruturação de fundos de investimento imobiliário. A alienação ou exploração econômica das propriedades poderá ser realizada diretamente pelo DF ou pelo BRB. Estruturar opções combinadas também está entre as possibilidades.
Na próxima segunda-feira (2), os deputados distritais vão se reunir com o presidente do BRB, Nelson de Souza, para discutir a proposta. A expectativa é que o projeto de lei seja votado na semana que vem na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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