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Dona de Wegovy e Ozempic deixa de brigar com genéricos – 07/03/2026 – Economia

by Silas Câmara

A dinamarquesa Novo Nordisk planeja vender seus medicamentos para perda de peso na plataforma da americana Hims & Hers Health, pondo fim a uma disputa pública entre as duas empresas que se transformou em uma batalha judicial no mês passado, de acordo com uma fonte que acompanha o assunto, que falou em condição de anonimato.

A Novo Nordisk e a Hims planejam anunciar uma nova parceria já na segunda-feira (9). As duas empresas tinham um acordo semelhante no ano passado, mas a dona do Ozempic cancelou o negócio depois que a Hims se recusou a parar de comercializar medicamentos genéricos para controle da obesidade.

A parceria é uma jogada surpreendente da Novo Nordisk, que processou a Hims em fevereiro pelo lançamento de uma versão genérica de seu novo medicamento para emagrecer, o Wegovy em pílula. A farmacêutica dinamarquesa acusou a Hims de violar as patentes americanas do ingrediente ativo de seus medicamentos mais vendidos, as canetas emagrecedoras Ozempic e Wegovy.

Na época, John Kuckelman, consultor jurídico da Novo Nordisk, afirmou que o anúncio da Hims era “escandaloso”.

As ações da Hims dispararam 40% após o fechamento do mercado na sexta (6). Seus papéis haviam despencado 52% neste ano até o fechamento de sexta-feira. Enquanto isso, os recibos de depósito americanos (ADRs) da Novo subiram 2,1% após o fechamento do mercado.

“Não há outra forma de descrever a notícia sobre a Hims: ela foi ao mesmo tempo uma surpresa e, sem dúvida, um fator positivo para as ações da empresa”, disse o analista Michael Cherny, da Leerink Partners, em um comunicado aos clientes.

Um porta-voz da Novo Nordisk afirmou na sexta-feira que “estamos sempre em diálogo com empresas que possam ajudar a melhorar o acesso dos pacientes a medicamentos aprovados pela FDA para pessoas que vivem com doenças crônicas. Essas conversas acontecem de forma contínua.”

A Hims não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários após o horário comercial normal.

O novo comprimido da Novo deveria ajudá-la a ganhar vantagem no mercado altamente competitivo de obesidade, onde vem perdendo participação para a rival Eli Lilly, dona do Mounjaro, e empresas como a Hims, que vendem medicamentos genéricos.

A disposição da Novo Nordisk em firmar parceria com a plataforma de telemedicina agora é um sinal de que a farmacêutica está sob crescente pressão para recuperar sua posição.

Suas parcerias com outras empresas de telessaúde, incluindo a Ro e a Weight Watchers, têm sido menos controversas. A Ro, por exemplo, conseguiu oferecer o comprimido Wegovy da Novo Nordisk em sua plataforma assim que ele ficou disponível em janeiro.

“Entendemos a lógica da Novo Nordisk aqui”, disse Cherny. “A empresa tem buscado adicionar o máximo de parceiros possível para ampliar seu alcance de mercado, incluindo outras farmácias digitais e a CVS.”

A Hims e outras empresas de telemedicina aproveitaram a oportunidade para vender versões mais baratas das canetas emagrecedoras da Lilly e da Novo Nordisk durante a escassez generalizada de suprimentos nos últimos anos. Essa escassez já terminou, o que significa que as empresas deveriam ter parado de vender as versões mais baratas. Elas contornaram essa situação alterando as dosagens ou adicionando ingredientes para que seus produtos sejam considerados suficientemente diferentes dos medicamentos de marca.

O FDA, agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, sinalizou recentemente planos para reprimir a proliferação de medicamentos genéricos ou manipulados para perda de peso.

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