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MacBook Neo: Veja análise do notebook mais barato da Apple – 17/03/2026 – Tec

by Silas Câmara

O MacBook Neo de US$ 599 (R$ 3.135 na conversão direta; R$ 7.299 no Brasil), lançado neste mês, prova que é possível fabricar um notebook que se mantém fiel à reputação da Apple em qualidade de construção, desempenho e confiabilidade —mesmo custando metade do preço do popular MacBook Air.

Ao atingir essa faixa de preço, a empresa está abrindo o macOS para um mercado completamente novo de compradores de primeira viagem que antes não podiam se dar ao luxo de gastar tanto, ou simplesmente preferiam não fazê-lo.

O Neo é um produto que um dia seria impensável vindo de uma empresa que passou anos criticando a ideia de netbooks e nunca se preocupou em fabricar um laptop econômico próprio. Mas isso foi antes de a Apple começar a equipar os Macs com seus próprios chips, elevando o padrão do que os consumidores esperam em termos de duração de bateria, mesmo quando exigem o máximo dessas máquinas.

Nas discussões iniciais sobre o MacBook Neo, prevaleceu a narrativa de que a máquina seria adequada apenas para tarefas “básicas” como navegação na internet, assistir a vídeos e redigir documentos. Talvez isso seja justo, já que essas são as expectativas modestas que laptops Windows de entrada e Chromebooks baratos impuseram aos consumidores ao longo de muitos anos.

Mas fiquei surpreso com o quanto o primeiro notebook da Apple equipado com um chip de iPhone consegue entregar. O Neo e seu A18 Pro são capazes o suficiente para editar imagens RAW no Lightroom da Adobe e conseguem lidar com a edição de vídeos curtos em 4K em aplicativos como iMovie ou CapCut sem engasgar.

Precisa gravar um podcast ou uma demo rápida de música? Isso é mais do que possível.

Mesmo para consumidores que se limitam a um uso mais casual do computador, a construção em alumínio do Neo, a tela nítida e os alto-falantes bem equilibrados vão tornar esta uma compra óbvia para milhões de pessoas.

Nas mãos, o dispositivo parece, transmite a sensação e soa exatamente como um Mac. O metal vai acumular mais amassados e arranhões em ambientes educacionais do que o plástico acumularia? Quase certamente, mas eu sempre prefiro um design mais premium.

Ainda assim, para alcançar um preço tão acessível para o mercado de massa, a Apple fez uma quantidade substancial de cortes de custos. Muitos luxos que tornam o MacBook Air (e o MacBook Pro, acima dele) tão agradáveis de usar foram removidos deste novo membro da família.

A questão fundamental é se a maioria das pessoas vai se importar com o que foi deixado de fora. Aqui está uma lista de concessões e diferenças em relação aos outros da empresa, em ordem de frequência com que as notei no dia a dia.

Entre as concessões, estão a ausência do Touch ID, leitor de impressão digital, da tecnologia Force Touch no trackpad, da retroiluminação no teclado e do carregamento magnético MagSafe; as portas USB-C são mais lentas e a reprodução de cores é mais limitada.

O potencial do hardware é mais frequentemente restringido pelas opções de armazenamento bastante modestas: 256 gigabytes por padrão ou 512 gigabytes como parte do modelo de US$ 699 com Touch ID.

Em ambos os casos, as velocidades de leitura e gravação do drive ficam atrás do que você obteria em um MacBook Pro, tornando a movimentação de arquivos na máquina mais lenta do que em dispositivos mais sofisticados. E há também os 8 gigabytes de memória compartilhada que você não consegue aumentar de forma alguma.

Então não, você não vai editar horas de filmagem em 4K neste notebook; simplesmente não há espaço suficiente para isso, e como as duas portas USB-C são limitadas a velocidades de dados mais lentas que as dos MacBooks mais caros da Apple, o armazenamento externo não resolve tanto esse dilema.

Renderização 3D complexa é outro fluxo de trabalho que pode expor as limitações do A18 Pro, e Macs com mais liberdade de configuração, como o Mac mini e o Studio, são escolhas mais inteligentes para entusiastas de tecnologia interessados em rodar modelos de inteligência artificial localmente. Você não precisa se preocupar com o limite baixo de memória nesses produtos.

Mas profissionais e entusiastas de tecnologia nunca comprariam o Neo. Eles querem todos os recursos e funcionalidades dos laptops mais sofisticados da Apple, sem mencionar toda a potência adicional e margem extra.

O ponto é que, em caso de necessidade, o MacBook de baixo custo da Apple consegue dar conta de sua parcela de trabalho sem ficar lento demais ou se tornar torturante de usar. Você pode dizer o mesmo de quantos notebooks Windows do mesmo preço?

Mesmo não estando no mesmo nível das telas das máquinas mais caras da empresa, a tela do Neo é nítida, colorida e brilhante o suficiente para a maioria das cafeterias ou salas de aula. Fui mimado pela tela Mini LED do Pro por vários anos consecutivos, mas o Neo não pareceu um downgrade doloroso.

Sinto falta do recurso True Tone da Apple, que calibra automaticamente o balanço de branco para corresponder ao ambiente atual, mas você sempre pode ativar manualmente o Night Shift se quiser dar à tela um visual mais quente ou reduzir a luz azul.

Os alto-falantes laterais do Neo também têm desempenho melhor do que eu esperava. Eles não são nem de longe tão imersivos ou dinâmicos quanto os alto-falantes de primeira linha de um MacBook Pro de 16 polegadas, mas para assistir a um filme, série ou vídeo do YouTube no sofá? Você não vai sentir falta de mais nada.

No entanto, o posicionamento não convencional perto da frente do laptop torna possível abafar acidentalmente os alto-falantes dependendo de como você o está segurando.

Ao longo de vários dias testando o MacBook Neo, raramente fui limitado pelo seu cérebro de iPhone. O A18 Pro está provando ser um processador de laptop formidável, assim como era no celular.

Adições recentes ao macOS, como o Espelhamento do iPhone, são uma abordagem sólida para conectar as duas plataformas, enquanto recursos mais antigos como Continuidade e Handoff ainda tornam a transição entre elas perfeita.

Estou encorajado pela autonomia da bateria até agora, com o Neo consumindo pouca bateria para tarefas fáceis como planilhas e só diminuindo mais rapidamente quando o exijo mais.

O Chrome OS do Google está tão profundamente enraizado na educação dos Estados Unidos que provavelmente serão necessárias várias gerações do MacBook Neo antes que a Apple consiga apresentar uma competição digna nas salas de aula de ensino fundamental e médio.

Não há como saber como isso vai se desenrolar. Mas este modelo provavelmente será um sucesso entre estudantes universitários com orçamento limitado e outros consumidores que querem um dispositivo que exala qualidade além do seu preço.

Por esse preço. o MacBook Neo atinge um novo ponto ideal para a empresa. Vou voltar ao meu fiel MacBook Pro, já que estou mimado demais agora para abrir mão de suas comodidades e vantagens. Mas para compradores de Mac de primeira viagem ou mesmo aqueles que buscam um segundo computador para o sofá, o Neo pode ser bom demais para deixar passar.

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