Após uma disparada nessa quinta-feira (19), o preço do petróleo está oscilando nesta sexta-feira (20) e chegou a atingir o máximo de US$ 111,22 (R$ 580,17), alta de 2,36% na comparação com o dia anterior, e mínima de R$ 105,06 (R$ 548,03), queda de 3,30%.
Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato de maio era negociado a US$ 107,45 (R$ 560,57), queda de 1,1%. Na quinta, o barril Brent, referência mundial, chegou a atingir US$ 119,11, maior patamar desde 9 de março, quando alcançou US$ 119,46.
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a bater em US$ 96,49, mas era negociado a US$ 94,43 (R$ 492,64), queda de 1,17%, às 9h05.
Na quinta, o petróleo disparou depois dos ataques de Israel ao campo de gás de Pars Sul, responsável por 70% da produção de GNL (gás natural liquefeito) no Irã, seguido do revide iraniano com bombardeios à refinaria de Ras Laffan, no Qatar, que fornece 20% da produção mundial de GNL.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que exigiu que o governo israelense não voltasse a atacar Pars Sul, mas ameaçou que contra-atacaria eventuais ataques do Irã às instalações do Qatar. Após a declaração, os preços diminuíram e a situação prosseguiu nesta sexta, já que não houve novos registros de ataques aos campos de gás.
Apesar da promessa, Trump reforçou as tropas para uma eventual invasão terrestre no Irã ao enviar um segundo grupo expedicionário de fuzileiros navais para o Oriente Médio. A flotilha com três navios de guerra carregando 4.000 marinheiros, 2.500 deles fuzileiros para ações em terra, deixou o porto de San Diego (Califórnia) na quinta-feira com destino ao golfo Pérsico.
“Mesmo se os EUA saírem (do conflito), Israel não deixará e pode continuar os ataques que serão revidados pelo Irã, mas talvez em menor volume. Mesmo assim, o golfo Pérsico continuará sob pressão, então os preços do petróleo não voltarão a US$ 60, mas talvez permaneçam em US$ 90 ao menos até o fim do ano”, afirmou a economista Alicia Garcia-Herrero, chefe da Ásia-Pacífico na Natixis.
Nesta sexta, uma refinaria no Kuwait foi danificada após ser atingida por mísseis supostamente vindos do Irã, e cerca de 16 navios de carga do regime iraniano foram destruídos por bombardeios de Israel. Mas os ataques não levaram a uma nova disparada.
As Bolsas apresentam também uma variação nesta sexta. Na Europa, os principais índices registravam alta às 9h. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, subia 0,43% em tendência que era seguida em Frankfurt (0,29%), Londres (0,22%), Paris (0,36%), Madri (0,98%) e Milão (0,42%).
Já as Bolsas dos EUA estavam em queda antes da abertura do mercado. Às 8h15, o índice Dow Jones caía 0,38%, a Nasdaq perdia 0,53% e a S&P 500 desvalorizava 0,38%.
Na Ásia, a maioria das Bolsas fecharam em queda. A exceção foi Seul, que subiu 0,31%. O índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,35%, e o SSEC, em Xangai, perdeu 1,24%. As Bolsas de Taiwan (-0,43%), Singapura (-0,38%) e Hong Kong (-0,88%) também desvalorizaram, enquanto Tóquio não teve operações em virtude de feriado.
Com informações da Reuters