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Porsche desenvolve novo SUV e esportivo de alto desempenho – 23/03/2026 – Economia

by Silas Câmara

A Porsche está explorando a expansão de sua linha para incluir mais veículos premium enquanto seu novo presidente-executivo busca reanimar a fabricante de carros de luxo após uma queda nos lucros no ano passado.

Michael Leiters, ex-presidente da McLaren e executivo da Ferrari que assumiu a Porsche em janeiro, prometeu “agir de forma ainda mais decisiva” para tornar a empresa “mais enxuta”, enquanto investidores antecipam mais reestruturações este ano, após registrar 3,9 bilhões de euros (cerca de R$ 24 bilhões) em baixas contábeis e custos tarifários em 2025.

“A organização cresceu desproporcionalmente em relação ao desenvolvimento do nosso negócio”, disse Leiters em sua primeira apresentação a investidores como presidente da Porsche. “Sob as condições alteradas, a redução previamente planejada não será suficiente.”

Leiters delineou uma estratégia na qual a Porsche não focaria mais em maior volume de vendas, mas, sim, em margens de lucro mais altas por meio de uma retomada dos modelos a gasolina e uma expansão de seu portfólio de produtos.

Um slide de apresentação aos investidores mostrou um utilitário esportivo de segmento maior —que seria mais caro do que seus atuais cupês esportivos e o SUV Cayenne— e a silhueta de um supercarro.

Leiters disse que isso abriria portas para mais receita com personalização, recorrendo a uma estratégia que tem se mostrado extremamente bem-sucedida na Ferrari e em outras marcas premium.

“A demanda por veículos com motores de combustão interna continuará a nos oferecer potencial”, acrescentou. “Em contraste, o mercado de veículos elétricos a bateria é caracterizado por intensa competição de preços, que não seguiremos por razões econômicas e relacionadas à marca.”

Os lucros operacionais da Porsche despencaram para 400 milhões de euros (R$ 2,4 bilhões) no ano passado, uma queda de 92,7%, após o impacto com custos de tarifas americanas e encargos extraordinários decorrentes do abandono de sua estratégia de veículos elétricos e do reinvestimento em modelos a gasolina.

O diretor financeiro Jochen Breckner disse que as medidas de reestruturação incorrerão em encargos extraordinários adicionais este ano de 800 milhões a 900 milhões de euros. Os novos gastos foram refletidos nas projeções e representam novas ações tomadas desde o início do ano.

A Porsche está em negociações com sindicatos sobre um novo programa de corte de custos, além de seus planos de reestruturação definidos anteriormente, com redução de 3.900 postos de trabalho até o fim da década.

“Acho que está claro que a Porsche será mais compacta do que é hoje”, afirmou Leiters.

Os resultados da Porsche pesaram sobre o grupo Volkswagen. Tipicamente um motor de lucros para a montadora alemã, a rentabilidade da divisão de luxo ficou atrás das marcas de massa da VW no ano passado.

A Volks, que está no meio de um amplo programa de reestruturação, disse que precisa “continuar a reduzir custos rigorosamente” para aumentar a rentabilidade. O grupo planejou 50 mil cortes de empregos até 2030 em suas fábricas na Alemanha, onde os custos de produção são mais altos.

A Porsche disse que espera que sua margem de lucro operacional suba para entre 5,5% e 7,5% neste ano fiscal, mas fique aquém da estimativa de 7,8% dos analistas. Sua margem em 2025 foi de apenas 1,1%, abaixo dos 14% registrados em 2024.

As dificuldades da Porsche no mercado chinês, onde suas vendas caíram 26% no ano passado, também pesaram em seus resultados.

A previsão não incluiu o impacto da guerra no Oriente Médio, mas Breckner disse que “a situação pode afetar adversamente as cadeias de suprimentos e a demanda”.

A VW calcula que o conflito pode afetar as vendas na região, destacando riscos para suas marcas premium.

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