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BTG fecha acordo para controlar Jardim das Perdizes – 15/04/2026 – Economia

by Silas Câmara

O BTG Pactual fechou um acordo para assumir o controle do Jardim das Perdizes, bairro planejado na zona oeste de São Paulo com VGV (Valor Geral de Vendas, que mede o potencial de receita da venda de todas as unidades) projetado em mais de R$ 5 bilhões.

O banco comprou a participação da gestora Hines, dos Estados Unidos, no negócio. A fatia da gigante norte-americana correspondia a 42,5% do total.

Em fevereiro, o banco de André Esteves já havia acertado a compra de 26,09% da fatia da Tecnisa na Windsor, a SPE (Sociedade de Propósito Específico) responsável pelo projeto. Com isso, o BTG agora detém 68,59% do empreendimento.

A operação ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), e os documentos já foram submetidos ao órgão.

A intenção do BTG de adquirir a participação da Hines já era conhecida no mercado imobiliário. Segundo uma pessoa com conhecimento do assunto, as negociações ficaram travadas por um período, mas avançaram nas últimas semanas com apoio da Tecnisa.

Os valores da compra da fatia da Hines não foram divulgados. Com base na operação anterior —em que o banco desembolsou R$ 260,9 milhões por 26,09% da Tecnisa—, a estimativa é que o BTG tenha pago cerca de R$ 425 milhões pela participação da gestora americana, totalizando aproximadamente R$ 685,9 milhões nas duas aquisições.

O restante do empreendimento continuará com a Tecnisa e com a família Meyer Nigri, que controla a incorporadora.

A atuação do banco será de suporte financeiro para destravar o projeto. Mesmo com o VGV estimado em R$ 5 bilhões, o Jardim das Perdizes ficou anos sem lançamentos por falta de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), isto é, títulos imobiliários emitidos pela prefeitura e leiloados na B3 para financiar projetos urbanos.

Os certificados foram comprados por R$ 225,4 milhões pela Tecnisa em um leilão no final de 2025. Até então, a incorporadora projetava ter R$ 5,3 bilhões em lançamentos entre 2024 e 2026, mas o desembolso milionário pelos CEPACs pesou no caixa.

A necessidade de financiamento, somada a uma alavancagem elevada, levou a Tecnisa a buscar novos sócios para o projeto. Antes do BTG, a Cyrela chegou a apresentar proposta, mas as negociações não avançaram.

Essa é a segunda investida do banco em bairros planejados. Em 2024, adquiriu integralmente o carioca Ilha Pura, na Barra da Tijuca, idealizado como Vila Olímpica dos Jogos de 2016. A transação envolveu a aquisição da SPE criada para administrar o empreendimento, bem como a absorção de uma dívida de mais de R$ 2 bilhões com a Caixa Econômica Federal.

O Ilha Pura conta com 31 torres residenciais, cerca de 3.600 apartamentos e um VGV estimado em R$ 4 bilhões.

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