O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta terça-feira (14), por unanimidade, abrir um processo administrativo disciplinar contra o ministro da corte Marco Buzzi, que é suspeito de assédio sexual. O magistrado ficará afastado das até a conclusão da análise.
Em nota, o tribunal informou também que os ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bõas Cueva foram sorteados para compor a comissão responsável pela instrução do processo. Humberto Martins e João Otávio de Noronha serão suplentes.
Marco Buzzi tem negado todas as suspeitas e afirma que “todas as acusações são baseadas apenas em relatos sem provas”.
Há duas acusações de cunho sexual contra Buzzi. A primeira foi feita em janeiro pela filha de um casal de amigos do ministro, que narrou ter sido agarrada durante um banho de mar no litoral de Santa Catarina. Já a segunda partiu de uma funcionária terceirizada que trabalhava para o magistrado.
A defesa do magistrado do STJ argumentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) não houve contraditório no trabalho feito pela sindicância que antecedeu a abertura do procedimento disciplinar.
“A prova oral compartilhada é ilícita por ter sido produzida com contraditório exclusivamente da acusação”, disse a defesa de Buzzi ao STF.
Porém o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo, rejeitou a solicitação.