Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, anunciou na manhã desta sexta-feira (27) que o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul entrará em vigor provisoriamente a despeito da revisão jurídica determinada pelo Parlamento Europeu, no mês passado.
O anúncio de Von der Leyen ocorre horas depois de o tratado ter sido ratificado pelos Parlamentos de Uruguai e Argentina. No Brasil, pacto já foi aprovado pela Câmara e está agora no Senado. O avanço da matéria depende de uma negociação entre governo e bancada rururalista, que buscas salvaguardas para o agronegócio do país, de modo semelhante ao que foi feito na Europa.
Alemanha e Espanha, que pregavam a aplicação imediata do acordo, saíram vencedores da disputa em Bruxelas. França e Polônia, maiores produtores agrícolas do continente e principais opositores da medida, devem anunciar outras ações legais contra o pacto, cuja negociação começou em 1999.
O acordo UE-Mercosul vai criar o maior mercado comum do planeta, com 722 milhões de consumidores, derrubando € 4 bilhões em tarifas apenas na exportações europeias.
Está reportagem está em atualização.