O Festival É Tudo Verdade, maior evento dedicado ao documentário do país, anunciou os vencedores desta edição, que começou no dia 9 e terminou neste domingo (19), após exibir 75 filmes.
“Sagrado”, da diretora Alice Riff, foi coroado melhor longa brasileiro neste ano. O filme é um mergulho na rotina de professores e funcionários de uma escola pública em Diadema, na grande São Paulo. “Apopcalipse Segundo Baby“, retrato da cantora Baby do Brasil dirigido por Rafael Saar, recebeu a menção honrosa na mesma categoria.
O grande vencedor da competição internacional foi “Um Filme de Medo”, também dirigido por um brasileiro, Sergio Oksman, que mora na Espanha. O documentarista se hospedou com o filho de doze anos em um hotel em Lisboa, em Portugal, similar a aquele abandonado de “O Iluminado”, filme de Stanley Kubrick. Em sua versão, porém, não há nada de sobrenatural, apenas o distanciamaento entre pai e filho.
Em um filme de terror, não há monstros, apenas a distância entre dois mundos, pai e filho. Nessa categoria, “Meu Pai e Gaddafi”, da estreante Jihan, recebeu a menção honrosa do júri.
O curta-metragem vencedor na categoria internacional foi “Sonhos de Apagão”, de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini, sobre os apagões energéticos em Cuba. Entre os brasileiros, o premiado foi “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, sobre o embate relacionado à inauguração de uma nova unidade da rede McDonald’s.
Os vencedores do É Tudo Verdade, agora, são elegíveis para apreciação nas categorias de documentário do próximo Oscar.