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Transalp completa linha de motos aventureiras da Honda – 13/04/2026 – Economia

by Silas Câmara

Após mais de uma década fora do mercado nacional, a Honda XL 750 Transalp retorna ao Brasil para preencher uma lacuna estratégica na linha de bigtrails (motos voltadas para longos trajetos) da marca.

Com preço anunciado de R$ 65.545, o modelo é posicionado entre a NC 750X (R$ 56.621), focada em asfalto e viagens curtas, e a robusta CRF1100L Africa Twin (R$ 85,5 mil), destinada ao off-road pesado.

O nome Transalp é a fusão de “Trans” (através de) e “Alps” (Alpes), refletindo o desejo da Honda de criar uma máquina capaz de cruzar as sinuosas cordilheiras europeias, alternando entre asfalto e caminhos rurais.

No competitivo cenário atual, a opção da Honda enfrenta rivais de peso, como a Yamaha Ténéré 700 (R$ 67.590), a Suzuki V-Strom 800 DE (R$ 64,9 mil), a BMW F 900 GS (R$ 78.990) e a Triumph Tiger 900 GT Pro (R$ 81.690).

A história da Transalp começa em 1983, no Japão. Embora sua passagem anterior pelo Brasil tenha sido breve, entre 2011 e 2014, o modelo teve, aproximadamente, 9.000 unidades emplacadas no período.

O pesado motor em V de 680 cc usado no passado foi substituído por um novo, mais moderno, de 755 cc, o mesmo que equipa a CB 750 Hornet. Agora, os dois cilindros são montados em paralelo.

Combinado a um compacto cabeçote de oito válvulas, o novo conjunto mecânico entrega 69,3 cv de potência e um torque de 7,04 kgfm. Tais números garantem fôlego tanto para o asfalto quanto para estradas de terra, mantendo a agilidade no caos urbano.

A Transalp atual foi apresentada em 2022 no Salão de Milão e lançada na Europa com 92 cv. A versão disponível no Brasil teve sua potência reduzida para atender às legislações brasileiras de emissões e ruídos.

A transmissão de seis velocidades é complementada por uma embreagem assistida e deslizante. O acionamento é leve, com trocas fluidas que evitam o travamento da roda traseira em reduções bruscas.

Visualmente, a moto aposta em um design limpo, com detalhes que remetem à Africa Twin. A ergonomia favorece o conforto com uma posição de pilotagem ereta e um banco único em dois níveis situado a 855 mm do solo.

O para-brisa, feito de material sustentável e de alta transparência, oferece proteção fixa, sem regulagem de altura.

No quesito ciclística, o DNA off-road é evidenciado pelas suspensões da marca Showa. Na dianteira, há garfos invertidos com curso de 200 mm e discos duplos de freio. Já a traseira traz um amortecedor com reservatório externo, com 190 mm de curso e sistema Pro-Link. Ambos os conjuntos permitem ajuste de pré-carga.

As rodas raiadas de alumínio, em medidas de 21 polegadas na frente e 18 polegadas atrás, calçam pneus com câmara de uso misto. Com entre-eixos de 1,56 metros e peso a seco de 193 kg, a Transalp mostra-se equilibrada, enquanto seu tanque de 16,6 litros, aliado a um consumo médio testado pela reportagem de 22 km/l, confere uma autonomia próxima de 350 km.

Um prático joystick instalado no punho esquerdo permite navegar de forma intuitiva pelo painel digital colorido de cinco polegadas. O display oferece três modos de exibição, com fundos claro, escuro ou automático.

Para domar a entrega de força, o condutor dispõe de seis modos de pilotagem: Sport, Standard (cidade), Rain (chuva) e Gravel (cascalho), além de duas opções totalmente personalizáveis.

A segurança é reforçada pela iluminação em LED, com setas que permanecem acesas. Os piscas possuem cancelamento automático e conta com alerta em frenagens de emergência.

Devido a atrasos na homologação junto à Anatel, a conectividade com smartphones ficou ausente, sendo aguardada apenas para a linha 2027. A porta USB segue instalada sob o assento.

No Brasil, o modelo está disponível nas cores preto metálico e no icônico branco perolizado com detalhes em azul e vermelho e rodas douradas —o padrão clássico da HRC (Honda Racing Corporation), divisão de competições da marca japonesa.

A lista de opcionais é extensa, incluindo malas laterais. A Honda oferece uma garantia de três anos sem limite de quilometragem, que inclui o serviço de assistência gratuito no Brasil e países vizinhos como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

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