O OnlyFans, plataforma de streaming utilizada por profissionais do sexo, está próximo de fechar um acordo para vender uma participação minoritária que faria o negócio atingir avaliação de mais de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), após a morte de seu proprietário no mês passado.
A plataforma está em negociações avançadas para vender uma participação de menos de 20% para a Architect Capital, um fundo sediado em San Francisco, disseram pessoas a par do assunto.
A venda de participação em debate ocorre após anos de esforços para atrair investimento externo para o OnlyFans. Nos últimos meses, a batalha do dono da plataforma, Leonid Radvinsky, contra o câncer ofuscou esses esforços. Ele morreu em março.
Um acordo deve ser fechado já no próximo mês, disseram três pessoas com conhecimento da situação. O negócio, que abrirá caminho para futuras vendas de participação, ainda pode enfrentar obstáculos de última hora, acrescentaram.
A decisão manterá o controle do OnlyFans com o fundo fiduciário familiar que agora detém as ações de Radvinsky. O fundo é liderado pela viúva de Radvinsky, Katie, que vem supervisionando o processo de venda desde a doença e morte de seu marido.
Uma pessoa próxima às negociações disse que o acordo proporcionaria maior estabilidade para o negócio, que continua sendo extremamente lucrativo. O OnlyFans pagou um recorde de US$ 701 milhões em dividendos somente no ano passado.
A empresa vinha buscando uma avaliação de mais de US$ 5 bilhões e considerava vender uma participação majoritária, mas a decisão de vender apenas uma pequena parte do negócio, sem interesse controlador, reduziu o valor da participação.
A Architect entrou em negociações exclusivas com o OnlyFans para comprar uma participação majoritária no final do ano passado, conforme reportado anteriormente pelo Wall Street Journal. Outros pretendentes vinham perseguindo o OnlyFans, incluindo a firma de investimentos Forest Road Company, sediada em Los Angeles, com o apoio dos bilionários britânicos David e Simon Reuben.
Radvinsky transformou a indústria pornográfica com o OnlyFans e criou uma das startups mais bem-sucedidas do Reino Unido, que no ano passado gerou US$ 7,2 bilhões de usuários que pagam assinaturas aos criadores de conteúdo, além de oferecerem gorjetas e pagamentos por pedidos especiais.
Sua morte aos 43 anos deixou o destino de um império avaliado em bilhões no ar. O empresário ucraniano-americano adquiriu a Fenix International, empresa que possui e opera o OnlyFans, em 2018.
Como parte do acordo, espera-se que o OnlyFans trabalhe com a Architect para desenvolver novos serviços financeiros e produtos para oferecer aos criadores, que às vezes têm dificuldade em obter acesso a serviços bancários tradicionais.
A Architect financiou o negócio com apoio de outros investidores por meio de um veículo de propósito específico. O OnlyFans recusou-se a comentar. A Architect não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.